Por Eliana Teresinha Quartiero e Dr. Henrique Caetano Nardi – Propomos pesquisar a construção de subjetividades dentro do contexto escolar considerando os discursos das políticas públicas acerca da diversidade sexual que vêm sendo implementadas e seus possíveis impactos nas práticas escolares. Este estudo está acontecendo em duas escolas da rede pública da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Florianópolis, 2008

Fazendo Gênero 8

Ao analisarmos questões de gênero e diversidade sexual nas políticas públicas e na vivência curricular pretendemos compreender a forma de mobilização e possíveis efeitos nas escolas da implementação das políticas de educação, construindo um entendimento de como os docentes se fazem sujeitos nessa construção e de que forma a temática da diversidade sexual é incorporada às práticas pedagógicas dos professores e professoras do sistema público de ensino.

Especificando esta problemática para o contexto da educação escolar, ao relacionar gênero e educação, entendemos que a educação escolar é um dos componentes do dispositivo da sexualidade que agencia os processos de subjetivação e que legitima e constrói performances generificadas. Ou seja, a educação escolar é um conjunto de determinadas práticas de fabricação de indivíduos, de discursos, de formação, de valorização e representação de formas de subjetivação.